A diferença entre Teoria e Interpretação
Normalmente as críticas da comunidade científica que são direcionadas para os físicos Amit Goswami, Fritjof Capra et all são devido a se querer dar um caráter de TEORIA científica à uma INTERPRETAÇÃO pessoal de cada um deles. Para que elas sejam incorporadas pela ciência deveriam passar pelo crivo do método científico, o que infelizmente não passam. As obras destes autores refletem a sua própria cosmovisão, uma interpretação pessoal dos fenômenos, mas que por não se adequarem à metodologia científica, eles não estão fazendo ciência.
Mesmo quando Von Neumann diz que a consciência é necessária para que haja o colapso da função de onda, isso não chega a ser um fato, mas apenas uma INTERPRETAÇÃO de um fenômeno físico. Do mesmo modo que existem diversas outras interpretações da física quântica, dentre elas, uma que diz que não existe esse negócio de um sistema físico estar em vários estados simultaneamente antes de efetuarmos a medida (veja Quantum Mechanics Ensemble Interpretation) e aí se pergunta: qual seria o papel da consciência nesta interpretação?
Se a consciência não é algo mensurável, como posso afirmar que ela existe?
E mais ainda, como posso afirmar que algo que nem tenho certeza que existe faz alguma coisa?

Outro ponto a salientar é que em ciência não se deve incorrer no erro de argumentação por autoridade. Independentemente de quem seja o interlocutor, ele deve apresentar idéias que sejam comprováveis ou refutáveis… Ou seja, apenas o título em qualquer especialidade não faz com que qualquer coisa que o interlocutor diga seja ciência. Na maioria das vezes eles estão dando apenas uma INTERPRETAÇÃO do fenômeno.
Então como diferenciar entre o que é uma TEORIA e o que é uma INTERPRETAÇÃO?
A resposta já foi dada em parte quando foi dito que uma teoria necessita prever resultados que possam ser comprovados ou refutados.
É fácil: Se alguém está falando sobre algo que possa ser comprovado ou refutado experimentalmente, então ele está falando de alguma TEORIA. Agora se esse algo não pode ser testado por experimentos, aí ele está dando uma INTERPRETAÇÃO. E neste caso pode ser qualquer uma, inclusive aquela que se gostar mais…













Sobre essa questão, proponho que vá à conferência que Amit Goswami vai dar no dia 22 Setembro na UNIPAZ PORTUGAL http://www.unipaz.pt, e depois faça uma reavaliação sua pessoal que confirme ou desminta essa opinião sobre O QUE É UMA TEORIA E O QUE É UMA INTERPRETAÇÃO. Terá oportunidade também de expor pessoalmente essa opinião a Amit Goswami.
Obrigada
Inês Rodrigues
14 de julho de 2006 @ 14:03
Infelizmente moro no Brasil.
Quem sabe quando ele estiver por aqui, eu possa expor meu ponto de vista pessoalmente?
14 de julho de 2006 @ 20:35
Discordo do que você falou sobre a consciência. Primeiro porque só uma parte do que existe pode ser mensurável, a outra parte continua existindo mesmo não sendo. Por exemplo a beleza, a utilidade e até mesmo a matemática. A última existe de fato, porém não a vemos fisicamente e portanto não a podemos medir. Daí nào se conclui que ela inexista ou que sua existência é inafirmável.
Segundo. Eu posso ter dúvidas quanto a sua consciência e você quanto à minha. Mas eu meço (reconheço, identifico) a minha consciência diaramente à todo o momento.
No resto assino em baixo do seu post.
[]’s
12 de setembro de 2006 @ 14:26