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Educação para quê?

Em meu curso de licenciatura em física, muito ouvi falar que deveríamos diminuir a matematização no ensino de física e nos focar na fenomenologia. Assim os alunos veriam que a física não era só fazer cálculos e fórmulas incompreensíveis. Mas esta é uma visão legítima apenas para aqueles estudantes que sabem fazer os cálculos, o que podemos dizer que são uma pequeníssima minoria.

A maioria não consegue entender a matemática, e por consequência, não entende porque estudar física que necessita dela como ferramenta. Mas o problema não está na física com sua matematização, nem na matemática, nem nos alunos ou nos professores. O problema, digamos, é mais embaixo…

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Com o bombardeamento constante da mídia idolatrando indivíduos bem sucedidos (se esquecendo de dizer que aquilo não é obtido através do sucesso fácil, mas de um árduo e longo trabalho), quem em sã consciência, investiria em algo onde se vê resultados após 15 ou 20 anos de trabalho? (São 8 anos no ensino fundamental, 3 no médio, 4 ou mais no superior, 2 a 6 anos na pós – mestrado/doutorado e dependendo da carreira mais uns 2 anos no pós-doutorado).

Mas há alguns que se arriscam. Por quê?

Talvez a educação no Brasil necessite mais da voz destes indivíduos para que assim talvez ela deixe de ser encarada como um problema de economistas e engenheiros, ou seja, de verba e de construção de escolas.

O blog português Nós-sela, no artigo A importância do rigor criativo, diz que ..Se as pessoas soubessem "para que serve", talvez achassem a matemática mais apelativa… e eu concordo acrescentando que não só a matemática, mas também a Educação como um todo.

Então, para quê serve a Educação?

O conhecimento foi, desde sempre, uma forma de dominação. Quem tem mais, domina quem tem menos. Simples assim. Então cabe à Educação esta tarefa libertadora que sempre é dinâmica (porque o conhecimento nem sempre é disponível e nestes casos é necessário saber construí-la) e nunca estática, como num livro de regras a seguir, do modo que é transmitido nas escolas brasileiras (admito que ensinar regras prontas é muuuuito mais fácil que ensinar como construí-las… mas dizer que não se aceitam resultados corretos que não as seguiram é pura imbecilidade).

E mais importante que saber as respostas, é saber fazer perguntas e nisto a Educação pode e DEVE ajudar muito.

Technorati : ciência, educação


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1 Comentário

  1. Oi Norberto,

    Por favor, faça um cut and past e coloque seu comentario na roda da Ciencia em vez de no SEMCIENCIA, pois o texto faz parte daquele blog coletivo.

    Osame

    Responder a este comentário
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    Osame Kinouchi
    10 de janeiro de 2007 @ 23:56
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